Newsletter #11 – A importância de compreender o sistema nervoso

Olá!

Na nossa newsletter de julho, quero compartilhar com você informações que reforçam a importância de compreender o sistema nervoso. Eu tenho certeza de que você já estudou ou ouviu falar sobre esse sistema complexo, mas muito mais do que você imagina, ele tem impacto direto em como percebemos e reagimos ao mundo à nossa volta, sendo um grande aliado na busca pela qualidade de vida.

Boa leitura! 

– Francisco Kaiut

COMPREENDENDO O SISTEMA NERVOSO 

O sistema nervoso humano conduz estímulos dos receptores sensoriais ao cérebro e a medula e, no caminho inverso, leva estímulos de volta para todas as partes do corpo. É uma verdadeira rede de comunicação, composta por vários órgãos e terminações nervosas que interagem entre si e reagem aos estímulos internos do corpo e externos, do ambiente. 

O sistema nervoso autônomo (SNA) é um dos componentes do sistema nervoso, responsável por controlar a maioria das funções viscerais do organismo. 

AdobeStock_142628394

Os sinais autônomos são transmitidos aos órgãos do corpo por meio de duas divisões: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. Ambos controlam as mesmas partes do corpo e as mesmas funções gerais, mas com efeitos opostos.

O sistema simpático assume o comando em situações estressantes ou quando há alguma ameaça em potencial, acarretando em uma descarga simpática em todo o corpo. Com isso, o funcionamento de diversos sistemas internos entra em estado de prontidão. Esse processo de ativação simpática é conhecido como uma resposta de “luta ou fuga”.
Já o sistema parassimpático media nosso consumo e economia energética, ou seja, ele nos ajuda a passar de um estado de alerta para um estado de calma, sendo responsável pelo controle das ações espontâneas em nosso corpo.

SIMPATICOTONIA:

UM MAL MODERNO QUE PRECISA SER COMBATIDO 

Vivemos em um ambiente dinâmico, em que o dia a dia tem muitos impactos, sejam físicos, químicos ou emocionais. Isso faz com que mantenhamos nossos músculos em tensão por horas, não podendo permitir “baixar” a guarda, não temos uma boa noite de sono, nos condicionamos muito até perder a qualidade de vida… É nesse cenário que nasce a simpaticotonia.

“A simpaticotonia é um mal moderno, sendo uma consequência direta do nosso estilo de vida estressado. Sua principal característica é o indivíduo passar a operar diante da vida travado em um modelo operacional reativo e defensivo, que inibe funções de digestão e regeneração celular.”

–  Francisco Kaiut

O termo simpaticotonia é o estado em que o sistema simpático domina o funcionamento geral dos órgãos do corpo, isso significa que nosso sistema nervoso involuntário está em alerta permanente, como se tivesse que atacar, fugir ou ficar paralisado, explica Wilhelm Reich em A função do organismo.

Esse estado de alerta é provocado por uma glândula pituitária, também conhecida como hipófise, que está localizada na base do cérebro.

“É neste local, que todos os estímulos que vêm de fora (cheiros, sons, imagens, etc) se misturam com as informações que vêm de dentro (o que um cheiro específico nos lembra, se temos uma dor, etc), nossas lembranças de modo geral. Tudo isso se mistura na glândula pituitária, área que todos os dados associados aos estímulos são “armazenados” na memória, ou córtex límbico (cérebro emocional)”, de acordo com os estudos da fisioterapeuta Trinidad Florindo, para a Revista Neuropsicologia.

Uma vez que temos todas as informações sobre determinado estímulo, nosso cérebro responde de forma automática de acordo com o que a glândula pituitária considera necessária para nos fazer agir e sobreviver em caso de perigo.

Desse modo, se estamos diante de uma situação que exige “lutar” ou “fugir”, ativamos o sistema nervoso simpático. Por outro lado, o sistema nervoso parassimpático atua para fazer o organismo voltar ao estado de serenidade, diminuindo a frequência cardíaca, suavizando o ritmo respiratório, entrando em um sono reparador, etc.

A BUSCA PELO EQUILÍBRIO ENTRE MENTE E CORPO

Estudos científicos já comprovam a prática consistente de yoga como uma terapia complementar alternativa no tratamento de diversos transtornos, que estão diretamente ligados ao sistema nervoso. No Método Kaiut, os estímulos articulares seguros estão ligados à diminuição de um estado  simpático e reativo, tranquilizando a mente e o corpo. Tudo isso diminui os ritmos internos e possibilita um estado de presença. 

O estado de meditação na prática de yoga não é simplesmente uma sensação momentânea de conforto e de calma. Esse estado meditativo está ligado a descargas químicas, proporcionadas pelo sistema parassimpático, que geram qualidade de vida real.

Por isso, é importante construir uma prática de yoga mais direcionada, assimilando quais regiões do nosso sistema nervoso são ativadas durante e após a prática. A partir dessa consciência de funcionamento do corpo, é possível trilhar uma rota para um estado de bem-estar pleno de dentro para fora.

Pratique sempre com inspiração,

– Francisco Kaiut

assinatura Francisco Kaiut-1

Subscribe Our Newsletter