O Yoga em minha vida – Entrevista com os alunos Zélia e Izaac Chueke

[:pb]A preocupação em adquirir consciência corporal da pianista Zélia Maria Marques Chueke é antiga. Começou quando morou fora do país durante 15 anos e era vizinha de porta de uma doutora em medicina chinesa. De volta ao Brasil em 2005, só foi conhecer o método Kaiut Yoga quando foi diagnosticada com uma doença autoimune em 2008.
A esclerodermia é uma doença que não tem cura e um dos sintomas são dores intensas nas articulações. “Eu cheguei num ponto em que não conseguia abrir a pasta de dente. Então algumas pessoas me recomendaram o Kaiut Yoga e logo percebi que tinha muito a ver com o tipo de atividade que eu exerço, onde é preciso minuciosamente saber que parte do seu dedo é preciso mexer para sair aquele som no piano. Além disso, também fui tomando consciência dos movimentos de cada articulação e hoje nem tomo mais os remédios”, conta Zélia, que atribui essa superação à yoga. “Minha reumatologista falou que eu nunca ia saber se me recuperei pelos remédios ou pela yoga. E eu acho que foi muito pela yoga e muito pouco pelo remédio”.

Com a ajuda da prática constante e do acompanhamento do Francisco, Zélia também conseguiu gravar um disco mesmo com muitas dores. “Eu tive um atendimento muito personalizado. Eu sabia que estava sendo acompanhada e isso foi muito importante pra mim, pois os professores sabiam até onde eu podia ir”. E foi assim que a Zélia conseguiu criar a consciência de seus movimentos para não perder o controle deles.

Depois de um tempo, Zélia apresentou a yoga para seu marido, Isaac Felix Chueke, que também nunca mais largou a prática. “Eu não tinha a menor noção de como era uma aula, mas resolvi tentar os exercícios para resolver dores lombares que eu tinha. Não sabia que me seria benéfico por inteiro, como pessoa e profissional. Eu faço de manhã e sinto que meu dia começa super bem”. Isaac é maestro e acredita que a qualidade de vida que a yoga traz é inestimável, principalmente por trabalhar com uma atividade que não envolve apenas físico e emocional, mas também a questão do racional e do controle.

Além de nunca mais ter tido dores lombares, Isaac também ressalta o trabalho muscular que é feito nos exercícios, que muita gente associa aos movimentos realizados em academias de ginástica. “É incrível como nessa yoga você trabalha com músculos e esse aspecto de tonicidade”.

A confiança e consciência corporal que o casal adquiriu ao longo dos anos de prática é um dos maiores ganhos para eles. “Tem uma teoria que diz que o nosso cérebro é capaz de prever e medir todos os nossos movimentos. E essa yoga é isso: ter a consciência do que levou seu corpo a fazer determinado movimento e saber até onde pode ir e como ir”, conta Zélia.[:]

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