O Yoga, as mulheres e o ciclo menstrual

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A vida não pára. O dia segue com cada vez menos tempo e espaço para o recolhimento e momentos de reflexão. Ainda mais com tantas expectativas e cobranças para trabalho e carreira, equilíbrio de vida familiar e afetiva, além dos desejos pessoais e momentos da lazer. A mulher contemporânea como uma equilibrista, tenta encontrar tempo para as necessidades do trabalho, da família e suas próprias necessidades.

A necessidade da menstruação na vida da mulher é também para lembrá-la que é preciso parar ou pelo menos, diminuir um pouco o ritmo. É preciso se olhar. Neste ponto, o ciclo feminino e o Yoga encontram-se e seguem juntos para ajudar as mulheres a terem tempo de qualidade sozinhas para recarregar suas energias ao mesmo tempo em que se preparam para as demandas do mundo exterior.

A singularidade e benefícios de uma prática direcionada somente para mulheres estão no seu poder de retirar o melhor de cada fase do seu ciclo menstrual e também do seu ciclo de vida. Buscando compreender o potencial que há em cada momento experimentado por uma mulher ao longo de um mês – quando falamos do ciclo menstrual passando pelo período pré-ovulação, ovulação, período pré-menstrual e menstruação –, e também seus maiores ciclos, como a adolescência, gestação e pós-parto, maturidade e menopausa. Assim, entendemos que a prática deve acompanhar cada mudança e re-significar a forma como encaramos nossos corpos, nossa fisiologia, nossa vida hormonal e mudanças internas e externas.

Os momentos dedicados à prática de yoga são momentos que dedicamos para nos olhar e compreender como funcionamos internamente, independente do que o exterior espera de nós. Como passamos a vida toda seguindo um ritmo linear, solar e masculino, acabamos saindo da nossa própria orientação e não reconhecendo nossa própria força. As mulheres são cíclicas e, portanto, funcionam de forma circular. Isso quer dizer que sua prática estará sempre seguindo esse padrão. Os maiores benefícios advêm de fluir com nossos ciclos. Para isso, precisamos desenvolver a capacidade de nos observar e sentir em que fase do ciclo estamos e o que esta fase está pedindo para nós.

Desta forma, as mulheres começam a perceber qual é a necessidade do seu corpo-mente para o momento e viver de acordo. Haverá momentos para intensidade, pausa, abertura, recolhimento, atividade e relaxamento. Tudo dependerá do que está sendo mostrado pelo seu próprio ciclo interior. Somos como as fases da lua, mutáveis e isso quer dizer que haverá momentos de:

  • Primavera como a lua crescente com a oportunidade de recomeçar;
  • Verão ou lua cheia, onde nos mostramos em nossa máxima plenitude e poder pessoal;
  • Fases outono, tais como a lua minguante que pede uma purificação e um deixar ir;
  • Com um momento necessário de inverno, como a lua nova, para recolher-se, olhar para dentro e parar para compreender suas verdades e necessidades interiores.

A vida da mulher é uma grande espiral ou uma mandala com um centro focal que é seu feminino essencial e de onde tudo que ela pode vir a ser, expande-se. Mas isso só acontece quando sabemos como funcionamos, quem somos e como somos. E quando voltamos ao nosso ritmo natural, vivemos de forma mais harmônica e naturalmente, a saúde se restabelece.

Um último tópico, diz respeito, ao reencontro das mulheres com sua feminilidade, ou seja, com o poder e energia feminina que habita dentro de nós. Por isso, muitas das técnicas e exercícios voltados às mulheres, em especial visualizações, meditações e relaxamentos estão voltados para estabelecer esse contato e assim, fortalecer a energia do feminino que acolhe, nutre, conecta, cria e gera poder às mulheres. Além de trazer mais equilíbrio a já tão alta energia masculina que há em nós. Por isso, quando o Yoga, as mulheres e seus ciclos se juntam, começam a retornar para seu meio natural, fluído e orgânico de se viver. Um retorno às suas raízes e à fonte dos seus mistérios que revelam que a natureza está em constante transformação assim como nós e que isso, pode ser nosso maior segredo e poder interior.

Fonte: Uol

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