OS NOSSOS CORPOS TÊM UMA LONGA MEMÓRIA

Meu filho mais novo quebrou o seu braço recentemente. Ele estava na aula de karatê, mas nem estava praticando! Eles estavam brincando de atacar e se empilhar uns sobre os outros com mais ou menos 10 outras crianças. Sentada no hospital com ele, esperando pelo cirurgião ortopedista do dia, fiquei pensando sobre a história do corpo. Francisco fala sobre como cada um dos nossos corpos tem uma história baseada nas nossas experiências de vida, boas ou más, que afetam a nossa qualidade de vida quando vamos ficando velhos. E na maioria das vezes não temos ideia. Lembramos de alguns eventos com impacto corporal (como quando quebramos um braço!), mas muitos não lembramos.
Tenho 45 anos e o meu corpo passou por algumas coisas. Caí de um trepa-trepa e machuquei o meu pescoço quando tinha 3 anos de idade. Fui jogada de um cavalo e torci o meu tornozelo quando descia dele na minha adolescência. Nos meus 20 e 30 caí pra valer quando estava andando de roller-blading, tive 2 acidentes fazendo mountain bike, caí do cavalo (sim, de novo) e fui tola o suficiente pra fazer bungy-jumping. Agora, nos meus 40, machuqei o meu ombro fazendo yoga uns anos atrás e caí com tudo no gelo no inverno passado. Mas é isso (até onde eu me lembro).
E mesmo assim eu sinto dor. Nunca tive nenhum osso quebrado, nenhuma doença grave, nenhum talento atlético, mas sinto dor no meu ombro direito, nas minhas costas, no meu quadril e no meu tornozelo esquerdo. Meu corpo tem uma longa memória que vai impactar a minha qualidade de vida ao passo que eu envelheço. É isso que me inspira em tentar ficar no chão e praticar todo santo dia. Fico no chão e pratico hoje para poder me levantar com facilidade em muitos anos.
Namastê

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