As práticas sob medida do Método Kaiut na visão de uma aluna

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Ao ler um livro sobre neuroplasticidade indicado pelo Francisco Kaiut, parei para refletir sobre a palavra “tailor-made”. Sempre gostei desta expressão por acreditar que ela denota algo realizado com cuidado.

Se uma roupa é tailor-made, ela é feita sob medida, com o cuidado de servir a pessoa para quem foi confeccionada.  Um produto tailor-made é criado para atender bem as características de um consumidor. Assim como soluções tailor-made satisfazem as necessidades específicas de determinados clientes.

No livro “The brain that changes itself”*, a palavra tailor-made aparece para ilustrar casos de pessoas com dificuldades cognitivas que só evoluíram ao receber um olhar cuidadoso e um programa desenhado para que progredissem.

Isto me fez pensar nas práticas do método Kaiut. Frequentemente vejo variações de um planejamento dentro de uma sala de aula. Observo que há um olhar cuidadoso para cada aluno e isso possibilita que ocorram adaptações particulares dentro de uma mesma prática. O professor do método Kaiut está treinado para identificar as necessidades de cada um de seus alunos e, sempre que necessário, propor práticas que sejam mais adequadas a eles, de acordo com o momento em que se encontram.

O método Kaiut é em si um método tailor-made. Ele é desenhado para atender as necessidades de uma sociedade moderna que passa o dia sentada no trabalho ou dirigindo e que vem, há muito tempo, perdendo mobilidade nas juntas. As práticas do método são pensadas para trazer movimento e tornar nossos corpos funcionais. O método busca ainda um elemento importante, perdido no ritmo desenfreado em que vivemos, que é o estado de presença. A permanência nas posições, assegurada pela condução do professor, demanda um estado de atenção plena. Há ainda um cuidado para com a segurança de cada aluno. As transformações devem ser lentas e respeitando o ritmo de cada um.

O método Kaiut objetiva, portanto, inserir no dia a dia dos praticantes o hábito de utilizar o corpo para construir foco e adquirir mobilidade. Através de uma prática tailor-made, assegura que cada indivíduo obtenha isso com segurança e leve consigo uma sensação de bem-estar.

Mariana Borio do Rosário

*“The brain that changes itself” de Norman Doidge

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