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Yoga e Autocuidado

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Yoga & estresse: existe estresse positivo?

Olá,

Na nossa primeira newsletter de 2021, quero compartilhar com vocês a história da minha aluna Hellen. Acho que essa é uma forma da gente começar o ano com uma boa reflexão sobre nossas práticas diárias, especialmente aquelas que acabam nos sobrecarregando e trazendo estresse e crises ansiosas. A jornada de cura da Hellen é muito interessante. Tenho certeza que vai te inspirar a buscar soluções melhores pra sua vida.

Bom, quando o assunto é estresse, as coisas não são muito claras.

Nada é 100% transparente. A única forma que temos de saber quais são nossas reais respostas ao estresse é através de exames de sangue. Nossos marcadores químicos. Assim, trazemos para o consciente a real dimensão e a profundidade do estrago químico que estamos causando em nosso corpo, por não sermos capazes de nos afastar da situação ou da condição estressante.

O fato é que não costumamos nos dar ao trabalho de analisar os próprios exames com minúcia, interesse e proatividade, criando uma real interação com a própria saúde. Isso é uma pena!

Questionários, análises mais superficiais ou subjetivas podem ajudar também, mas na minha experiência não são referências muito claras. Desta forma, não nos levam a uma ação imediata. Vejo que estes recursos, apesar de serem bons, não são muito felizes em dar para os meus alunos aquele empurrão na direção da ação urgente de sair da situação geradora do estresse, que já danifica seu corpo e mente.

Existem tipos de estresse que são positivos. Usar as articulações, os músculos ou o corpo de forma geral com sabedoria, em atividades físicas por vezes exaustivas, pode até certo ponto ser considerado um estresse positivo, ou seja, você demanda intensidade do corpo por um curto período de tempo e colhe um resultado positivo. Você alinha seu corpo com aquilo que ele foi feito para fazer e ele melhora.

Quando você estressa sabiamente a sua mente, também por um certo período de tempo, dedicando horas pra aprender um novo idioma, por exemplo, este estresse positivo gera mais saúde porque o cérebro humano adora ser provocado. Assim ele aprende mais. Outro exemplo de estresse positivo está no jejum, que hoje é frequentemente mencionado como um recurso de saúde.

Temos aqui três exemplos possíveis de estressores positivos ou geradores de saúde. O uso do corpo, da mente e a fome. Todos podendo ser usados com bases científicas sólidas para gerar saúde porque nos alinham com a nossa nature ancestral. Nossos antepassados viviam nas matas, caminhando por horas, comendo pouco e dormindo no chão. Hoje sabemos que estes antepassados, ao contrário da crença popular, não viviam pouco. Aqueles que passavam dos quinze anos de idade, viviam muito e com saúde. Hoje, quando usamos nosso corpo e mente de forma inteligente e nos poupamos dos excessos tanto de conforto quanto de comida, nos alinhamos com esta ancestralidade. Estes podem ser considerados estressores positivos, saudáveis.

Por outro lado, é importante entender que o oposto é igualmente poderoso ou até mais. O uso excessivo do corpo, além do que ele foi desenhado pela natureza para fazer, o uso da mente de forma ininterrupta por um longo período ou o excesso ou falta de alimento são fatores estressores negativos e assim “adoecedores”.

A mágica da saúde está sempre nos detalhes, no equilíbrio e neste alinhamento com a nossa natureza ancestral. Creio que explorar os limites do corpo através dos esportes seja muito saudável, mas quando fazemos isso precisamos lembrar sempre que buscamos alinhamento com a natureza. Especialização excessiva jamais funciona bem. O corpo adora diversidade de uso muito mais do que especialização. Com a mente e com a alimentação é a mesma coisa.

A minha sugestão é simples. Para que você não caia na armadilha em que a minha aluna Helen caiu, basta tomar algumas medidas preventivas:

Em primeiro lugar, sempre que você colocar seu tênis de corrida, lembre que seu corpo adora correr, mas ele foi feito para correr sempre de forma diferente. Ou seja, velocidades diferentes e lugares diferentes. Lembre que o corpo também adora caminhar, andar de bicicleta e fazer yoga. Tente nutrir o seu sistema com muita diversidade. Correr não machuca o corpo, mas a falta de diversidade no uso machuca.

Quanto a sua mente, sempre lembre que tudo que você lê, estuda ou aprende deve gerar prazer, prazer em aprender, prazer em performar naquela área do conhecimento ou da profissão, prazer pro desenvolvimento. Se você está com dificuldade em identificar o prazer no processo, entenda que este é o momento em que o estresse negativo começa, então esta é a hora parar. Lembre sempre da sua motivação ao engajar com atividades desafiadoras. Lembre das suas escolhas e do seu propósito, enxergue além do momento presente e deixe claro para o seu próprio sistema nervoso que o desafio presente tem um sentido maior. Deixe o prazer da perspectiva da conquista futura se encarregar de desmanchar o estresse negativo, mas também aplique sempre a lógica da diversidade no corpo, na mente e na sua alimentação.

Vamos ler o relato da Hellen?! Depois dele, separei umas dicas bem pessoais, que eu mesmo aplico na minha rotina, que podem servir de norte pro início da transformação na sua vida.

Boa leitura!

O ano era 2009, uma noite fria de outono. Eu dormi após um tempo de leitura e depois de quase uma hora de sono, fui acordada por uma bomba dentro do corpo. Coração disparado, um ruído ensurdecedor nos ouvidos, que desde então permaneceu comigo, não tão intenso, mas constante. Me faltava ar, não conseguia respirar, o corpo tremia descontroladamente. Apavorada, sem saber o que acontecia, pedi ajuda, pois a sensação era de que eu estava morrendo. Um medo esmagador tomou conta de mim, entrei em pânico.

Dormi como qualquer outra noite normal de minha vida e acordei num filme de terror. Meu marido me abraçou, tentando conter o tremor intenso e incontrolável de meu corpo. Maxilar rígido, dentes rangendo, suando frio. Ali começou a sensação de ter saído de um mundo coerente, que desmoronava, e passei a habitar num caos dentro de mim. Uma chave havia virado, de uma forma inesperada, sem aviso, de uma hora para outra, pelo menos era assim que pensava na época. Aquele corpo se apresentava como um estranho e eu não tinha controle algum sobre ele.

Com o tempo fui compreendendo que era o grito mais alto que meu corpo e mente poderiam me dar. Era um pedido de socorro, de “para tudo, assim não vai dar mais para continuar”.

Hoje agradeço cada momento, por mais difícil que tenha sido, sei que foi uma experiência que iniciou uma transformação em mim. Experiência que teve início naquela fria e escura noite de outono e que me conduziu a viver o processo mais importante da minha vida. Um processo de desconstruir uma identidade vivida até então, de papéis sociais, profissionais, de uma forma de viver e ver o mundo, que ainda hoje, 12 anos depois, ainda está acontecendo em mim.

Até aquela noite, minha vida era completamente voltada para a construção de uma família, marido e dois filhos; e para a construção de uma carreira profissional como psicóloga e psicoterapeuta. Pensava que anos de análise e estudo tinham me dado o controle sobre minha vida e mente, mas hoje, olhando para trás, não tenho dúvida que esse momento traumático foi construído tijolo por tijolo ao longo da minha vida anterior. Sinto que somente nos momentos em que estava grávida e cuidando dos filhos pequenos eram momentos onde eu conseguia dar uma parada num tipo de padrão mental e de vida adoecedores e me permitia viver uma presença e entrega, na qual minha natureza mais saudável se manifestava.

Fora isso, estava focada na profissão, trabalhando todos dias até tarde, no consultório ou em especializações que eram feitas na capital do estado, viajando 130 quilômetros, 2 a 3 vezes por semana, durante quase 20 anos. Sempre fui uma pessoa ávida por estudar e aprofundar meus conhecimentos. Passava muitas vezes de 6 a 8 horas seguidas sentada estudando sem parar, estava determinada a atingir o sucesso máximo profissional que poderia atingir dentro do caminho profissional que havia escolhido.

Mesmo que isso me tomasse tempo, dinheiro, energia e saúde. Passava meus dias sentada atendendo pacientes, lendo, estudando ou dentro de um carro dirigindo na estrada entre minha cidade e a capital.

Quando minha mente e corpo entraram em colapso naquela noite, eu estava indo 3 vezes por semana a Porto Alegre, me preparando para uma outra formação, que duraria pelos próximos quatro anos da minha vida. Hoje lembro que naquele ano eu passei a dormir 2 noites por semana lá. Eram noites que eu tinha muita dificuldade de dormir, simplesmente não dormia e não era capaz de me sinalizar: “ei, escuta! Por acaso isso não seria uma insônia? Não acha que tem algo errado acontecendo aqui?” Não, eu não achava.

Vivia como se fosse uma cabeça, intelectualizada, em um mundo extremamente racional, cheia de conhecimento, mas completamente desconectada de um corpo. Me exercitava esporadicamente e não cuidava em nada da alimentação. Reparava no meu corpo somente quando os quilos a mais me faziam conflitar com a imagem estética, mas era só isso, uma preocupação estética. E seria através do colapso desse mesmo corpo, tão negado, que eu acordaria e iniciaria uma jornada fundamental.

Precisei buscar ajuda psiquiátrica para poder amenizar as crises de pânico, o que foi vivido por mim como uma derrota esmagadora em meu ego. Mesmo com mais de 20 anos de análise, com tantos estudos de psicologia, com tantos entendimentos racionais da minha infância, minha relação com meus pais, da minha mente, dos meus traumas, eu não tinha nenhum instrumento para lidar com esse pânico que me invadia a qualquer hora em qualquer lugar. Essa percepção de total falta de instrumentos internos para lidar com a situação me levou a um confronto dramático dentro de mim e na minha vida.

Precisava buscá-los, mas não seria mais nos caminhos que havia trilhado até então. Tive a convicção que algo se rompera e eu não sabia absolutamente nada sobre onde ou como eu encontraria, mas sabia uma coisa, não estava no que havia construído até então.

A consciência lúcida de que o que eu havia vivido e que tanto havia contribuído na minha construção não fazia mais sentido. Nesse momento fui jogada num “não saber”, num lugar sem chão, desconhecido, vazio, absolutamente assustador. Eu não sabia mais qual era o meu sentido e quais eram os instrumentos para lidar com tudo aquilo, mas sabia algo: sabia muito bem onde eu não iria mais encontrá-los.

Me tornei uma buscadora da minha própria natureza, porque naquela altura, com “tantos saberes”, não sabia mais quem eu era, o que me nutria, o que tinha sentido para mim, que corpo era esse que eu habitava e o que eu deveria fazer com ele. Sentia como se eu tivesse entrado em uma floresta densa, escura, selvagem, sem bússola, somente com uma voz interna que dizia: “Vai, você tem que ir. Precisa salvar a única pessoa que precisa ser salva nesse momento”.

Nessa época, uma amiga querida me convidou para ver uma exposição de arte têxtil e assistir uma palestra com uma artista e professora de patchwork. No momento que coloquei os olhos nas obras, soube que eu queria fazer aquilo o resto da minha vida. Foi amor à primeira vista. Saí da exposição matriculada na minha primeira aula nessa arte. Ali inicia o contato com um dos instrumentos mais importantes no meu processo de cura: a arte manual e têxtil. Fui aprendendo aos poucos, me levando para o universo das mãos, dos fios, do tecer, da suspensão do tempo que me colocava num estado meditativo, me trazendo uma outra dimensão de mim mesma que eu nem imaginava que existia.

Iniciei estudos da filosofia e psicologia oriental e comecei a meditar e a fazer aula de hatha yoga. Aprendi a silenciar um pouco a mente, mas logo me vi querendo superar meu corpo e colocá-lo em posições cada vez mais mirabolantes que desafiavam a capacidade dele.

Não sei se foi isso que causou, mas certamente ajudou a eclodir uma hérnia de disco na L5. Não posso dizer que foi de uma hora para outra, pois estava sentindo os sinais de dores nas costas, muita pressão e dor ciática. Ficava de cama com muita dor, até o dia em que não podia mais me mexer. Agora a dor emocional que vinha sentindo estava materializada no meu corpo. Meu eixo de sustentação havia sido sobrecarregado e agora estava lesado. Mais uma vez, meu corpo estava me denunciando e me convocando a buscar mudanças.

Comecei uma peregrinação de médicos, fisioterapeutas, quiropraxistas, aulas de pilates, mas esses últimos só me deixaram pior, ao ponto de ter que tomar medicação à base de morfina. Os médicos indicavam cirurgia. Eu me vi ali, além de estar passando pela maior crise de minha vida, estava quase entrevada, sem movimentos. Estava perdendo minha coluna, minha sustentação. Quando não tinha dores violentas, tinha os movimentos trancados no quadril, só conseguindo dar pequenos passos, pois o movimento estava travado. A maioria das coisas que fazia com facilidade, agora eram difíceis ou impossíveis. Calçar umas simples meias nos pés era muito difícil, pois não conseguia curvar o tronco. Lavar a louça era a custa de dor, pois a mínima inclinação me doía. Brincar com meus filhos na praia ou fazer caminhadas era difícil.

Lembro de ficar sentada na beira da praia enquanto os outros corriam, brincavam, tomavam banho de mar e eu parecia uma velha. Via minha mãe de 80 anos caminhar muito mais e melhor que eu. Aos 46 anos, eu estava muito pior que muita gente bem mais velha que eu. Os médicos orientavam não carregar peso, não fazer muitos movimentos e buscar musculação. Odiava ir para a academia, mas se era a orientação, eu ia. Só me sentia mais travada, mesmo que com mais músculos.

Depois de alguns anos e algumas crises, encontrei um fisioterapeuta que me ajudou. Conseguia me tirar das crises de dor intensa com mais rapidez. Passei a fazer fisioterapia de 1 a 2 vezes por semana quando necessário. Mas as dores e a falta de alguns movimentos continuavam, às vezes menos intensas, mas seguiam. Lembro de ele me dizer que estávamos só ganhando tempo, mas que chegaria um dia no futuro, na velhice, que eu teria de enfrentar a cirurgia ou ficaria “entrevada”. Isso me assustava muito, me fazia ver um quadro negro para meu futuro. Me dava pânico e me deixava deprimida. Fiquei refém da fisioterapia, não podia fazer longas viagens, nem ficar muito tempo de férias na praia, pois entrava em crise e precisava dela para sair delas. Isso significava que não podia me afastar da minha cidade, muito menos do meu fisioterapeuta. Por mais que fosse grata por sua ajuda, eu me sentia refém e isso me incomodava muito.

Assim segui por alguns anos, até que uma amiga me falou sobre um método de yoga que estava fazendo e que tinha a certeza que iria me ajudar muito. Ela me apresentou para a Kaiut Yoga. Aceitei o chamado e procurei uma escola de Kaiut Yoga em minha cidade. Primeira aula, meu corpo rígido, se movia em bloco, tinha muito medo de fazer as posições. Mas a confiança da professora me deixou segura o suficiente para me entregar e experimentar. Ali nessa primeira aula senti algo diferente. Não sabia definir o que era, mas meu corpo havia gostado daquilo.

Comecei a fazer aulas 2 vezes por semana e nos dias que não tinha aulas, sentia meu corpo me pedindo posições. Não era um “tenho que fazer ou não fazer”, era uma necessidade natural que emergia em mim. Então comecei a reproduzir os desenhos das posições depois de cada aula para poder repetir em casa. Cada prática que fazia, melhor eu me sentia. Resolvi me aprofundar mais naquilo que fazia uma magia no meu corpo. Ficava intrigada no como algo tão simples, que parecia não estar acontecendo nada, me fazia sentir um mundo de coisas acontecendo dentro de mim. Era mágico o estado que saia após cada prática.

Fiquei sabendo que o Francisco Kaiut, o criador do método, ministraria num final de semana um módulo do Curso de Formação de Professores. Me inscrevi, pois não poderia perder a chance de conhecer ele e de fazer uma aula.

Entrei de paraquedas numa turma enorme de pessoas que já se conheciam e eu não conhecia quase ninguém. Encontrei um tapete para mim e iniciou-se a experiência de 3 dias de prática com o Francisco. Lembro muito bem que ao término daqueles 3 dias eu sabia que tinha experienciado algo muito diferente de tudo que já tinha feito em minha vida. Eu soube ali que havia encontrado um instrumento que me levaria de volta para casa, para a minha casa corpo. Primeira vez em minha vida que eu me sentia conectada, habitando um corpo, o meu corpo. E sabia que iria fazer aquilo o resto da minha vida. E o mais incrível, era que não era minha cabeça dizendo aquilo, não era minha compreensão racional do que havia experimentado, mas era meu corpo quem falava. Sentia que cada célula do meu corpo falava e sabia que havíamos achado o nosso lugar.

Desde então, pratico Kaiut Yoga quase todos os dias. Aprofundei-me mais e mais na prática e no estudo do método. Logo no primeiro mês de prática, as dores que sentia foram aliviando de forma incrível e em 3 meses de aulas, eu não precisei mais de fisioterapia. Nunca mais tive uma crise de hérnia lombar. Muito menos dor. Ao longo do primeiro ano, todos os meus movimentos naturais foram sendo recuperados , a rigidez foi sendo destravada e eu fui adquirindo um corpo fluido. A minha autonomia me foi devolvida. E o mais incrível era que enquanto tudo isso ia acontecendo no meu corpo, algo ia acontecendo naturalmente na minha mente. O corpo passou a ser o mestre da mente. Ensinando ela a se aquietar, a silenciar, a se desgrudar de velhos padrões e a identificar com muita rapidez tudo que a intoxicava.

Enquanto aprendia a fazer a higiene, a desintoxicação do corpo através das posições, aprendia a fazer o mesmo com a mente. E não era algo que passava pelo controle racional, simplesmente era uma natureza agindo em mim. A inteligência de uma natureza do corpo, no corpo , sendo liberada a trabalhar em mim, para mim.

Com um ano e meio de prática, pude largar a medicação psiquiátrica e hoje eu não tenho dúvida alguma de que estou muito, muito melhor do que 10 anos atrás.

O Método Kaiut me costurou, integrou minha mente ao meu corpo, meu pensar ao meu sentir. Me trouxe os instrumentos que eu tanto procurava. Me entregou nas minhas próprias mãos o restaurador de saúde do meu corpo e de minha mente. Hoje, quando me perco, e sei que irei-me perder muitas vezes ainda, é meu corpo, através da prática , que me traz de volta.

Nesses tempos de pandemia e reclusão, aquela noite fria e escura de 10 anos atrás quis retornar. Apareceram ansiedades, medos e insônia. Mas diferente daquela noite, agora eu sabia que não estava mais desamparada e sem noção de como lidar com aquilo.

Eu me colocava em sukhasana, em baddha konasana, voltava minha atenção ao sentir, ao estar no meu corpo, à respiração, ao silêncio dentro de mim e o relaxamento vinha a cada vez. Cada vez que isso ocorria, mais meu sistema entendia que eu podia soltar e confiar. E cada vez mais se apresentava um sistema capaz de dar outro caminho àquilo que foi tão terrível naquela noite fria e escura há 10 anos atrás.

Nesses tempos de pandemia e reclusão, aquela noite fria e escura de 10 anos atrás quis retornar. Apareceram ansiedades, medos e insônia. Mas diferente daquela noite, agora eu sabia que não estava mais desamparada e sem noção de como lidar com aquilo.

Eu me colocava em sukhasana, em baddha konasana, voltava minha atenção ao sentir, ao estar no meu corpo, à respiração, ao silêncio dentro de mim e o relaxamento vinha a cada vez. Cada vez que isso ocorria, mais meu sistema entendia que eu podia soltar e confiar. E cada vez mais se apresentava um sistema capaz de dar outro caminho àquilo que foi tão terrível naquela noite fria e escura há 10 anos atrás.

Lembro ainda hoje do encerramento do Teacher Training com o Francisco Kaiut no ano passado, quando eu experimentei a emocionante sensação de encontrar dentro do meu próprio corpo, o lugar de acolhimento, de paz e silêncio. Esse lugar que sempre esteve ali disponível, mas não acessível, porque um padrão de vida e mente loucos roubavam de mim o acesso.

Lembro de olhar para o lado e ver o meu filho de 20 anos encerrando o curso comigo. A emoção me tomou conta e com o maior amor do mundo, lhe abracei e lhe disse:  “hoje tu estás recebendo o maior presente que eu poderia te dar, que aos 20 anos tu possas ter encontrado o que a mãe levou 50 anos para encontrar.”

Escrevendo toda essa história, relembrando todo o percurso, me vejo honrando toda minha dor e a possibilidade de resgate que ela me deu, exatamente como foi.

Gratidão.

A história da Hellen vai de encontro com tudo que falei nessa newsletter e que sempre falo nas aulas: precisamos encontrar o equilíbrio e conquistar o controle do nosso corpo, só assim viveremos sem dores, sabendo acalmar a mente quando o estresse inevitavelmente chegar.

Nos últimos anos tenho estabelecido algumas metas pessoais que, para um observador externo, podem parecer um pouco agressivas, mas que quando aplicadas com esta intenção de motivação e de prazer sem nenhuma sensação de obrigação são muito saudáveis para mim física e mentalmente e me ajudam a manter meus níveis de energia e disposição sempre altos.

Minha dieta: absolutamente diversificada e meu tempo de jejum diário é sempre entre 15 e 16 horas.

Minhas leituras: em média dois livros por semana, sempre sobre saúde, yoga, alimentação e comunicação. Para aqueles que gostam de ler em inglês, sugiro “The upside of stress” da Kelly McGonigal para que aprendam mais sobre o estresse e que o que acreditamos sobre ele também importa muito. Outra dica boa de leitura para os que querem se aventurar no campo do viver mais e melhor é com certeza “Lifespan” do David Andrew Sinclair.

Prática de yoga: em média 3/4 horas por dia, aproximadamente 25 dias por mês.

E é claro, no final de cada banho, há sempre uma deliciosa ducha gelada pra dar mais um “up” de disposição! Experimente!

Tenha um excelente ano, cheio de yoga, saúde, vitalidade e disposição!

Pratique sempre e com muita inspiração,

– Francisco Kaiut.

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Praticar algum tipo de exercício físico é de suma importância para sua saúde e bem estar mental. Conheça 5 sinais que indicam a necessidade da prática de yoga. Por Paula Botelho. Tempo médio de leitura: 10 minutos. A vida nos oferta sinais e é frequente deixarmos que eles passem despercebidos. Às vezes, até os percebemos, … Ler mais

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